domingo, 27 de janeiro de 2013

1ª REUNIÃO DE 2013 DO CONSELHO ESTADUAL DA APP

Do Portal da APP Sindicato

Convidados participam de abertura do Conselho Estadual da APP

Atividade reuniu representantes de todo o Estado. Objetivo: organizar os próximos passos da luta da categoria


O auditório da sede estadual da APP-Sindicato, em Curitiba, recebeu durante todo o dia 25/01/13 a primeira reunião de 2013 do Conselho Estadual da entidade. Participam, da atividade, dezenas de representantes de todo o Paraná. A presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho, saudou os presentes e destacou o objetivo da reunião. "É um momento para combinarmos agendas e também para definirmos os passos da nossa organização, para que possamos percorrer o caminho que se apresenta da forma mais acertada possível", destacou.

Além dos conselheiros, também estavam presentes os integrantes do Coletivo Estadual da Juventude da APP que participam nesta sexta-feira (25) e sábado (26) de um seminário na sede estadual. Para a mesa de abertura da reunião, além dos diretores da APP, foram convidados: Léa Marques, assessora da Secretaria de Juventude da Central Única dos Trabalhadores Nacional; Robson Sebastian Formica, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Ualid Rabah, da Federação das Entidades Árabes Palestinas (Fepal) e Professor Lemos, ex-presidente da APP-Sindicato e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

A assessora da CUT reforçou o convite para a 'Marcha pela Cidadania, Desenvolvimento e Valorização do Trabalho', organizada em conjunto com outras centrais, e que acontecerá em Brasília no dia 6 de março. "Vamos defender as principais pautas dos trabalhadores, passando pela reforma política e tributária, até a conquista de uma educação pública cidadã", destacou Léa. O representante da MAB também convidou os educadores para o I Encontro Estadual da entidade, que será realizado de 12 a 14 de março, em Chopinzinho. Ele também saudou a iniciativa do governo federal em baixar o preço da energia elétrica no país. "A luta pela diminuição da tarifa é histórica no movimento popular e sindical, como mostra a construção recente das campanhas 'O preço da luz e um roubo'", destacou.

O Professor Lemos destacou a necessidade de organização da categoria, em especial após o anúncio da reconfiguração do governo estadual neste início de ano, que agrupou à sua base aliada o PSD, com a nomeação do deputado federal Reinhold Stephanes para a Casa Civil, Ratinho Júnior (PSC) na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e também, entre outras coisas, ampliando os cargos do PMDB. "Precisamos de mais organização, união e luta, pois com esta reorganização do governo, o número de votos que tínhamos na Assembleia Legislativa do Paraná, que já era minoria, agora diminui ainda mais. Temos a tarefa de planejar muito bem os próximos passos, para que não ocorram retrocessos", avaliou o deputado.

Já o representante da Fepal, Ualid Rabah, que também participou da programação do Seminário da Juventude da APP, aproveitou a oportunidade para agradecer a aprovação, no final do ano passado, da lei que instituiu a data 29 de novembro como 'Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino'. Rabah citou o que chamou de limpeza étnica do povo palestino, seja territorialmente, seja historicamente. "Nós fomos riscados da história, dos livros didáticos", argumentou. Segundo ele, uma das ações importantes, e que demandará o apoio dos educadores do Paraná, será a colocação deste tema nas etapas regionais e estadual da Conae que acontecem este ano. "Impedir que sejamos varridos dos livros não é uma questão apenas de humanidade, mas da defesa do direito de todos os povos terem suas histórias contadas", refletiu. Por fim, ele convidou todos os educadores para que participem do evento 'Curitiba Debate a Palestina', que aconteceu na noite de sexta-feira (25).

Ao final das saudações da mesa de abertura, a professora Marlei, em conjunto com as diretoras da APP Silvana Prestes (Geral), Elizamara Goulart (Gênero, Relações Étnico-Raciais e dos Direitos de LGBTI) e Isabel Catarina Zöllner (Políticas Sindicais), entregaram aos convidados a edição 2013 da agenda e calendários da entidade. De acordo com a presidenta da APP, o debate inicial foi um momento de orgulho, pois integra a categoria em questões que vão além da escola. A reunião extraordinária prosseguiu durante todo o dia na sede da APP-Sindicato.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O ano de 2013 tem tudo para ser marcante para a educação brasileira

Do Correio Brasiliense


Mozart Neves Ramos, No Correio Braziliense
O ano de 2013 tem tudo para ser marcante para a educação brasileira. E existem razões para isso. Será, provavelmente, o primeiro ano do novo Plano Nacional de Educação (PNE), com 20 metas para os próximos 10 anos. Esse PNE deverá inspirar a concepção dos planos estaduais e municipais, de forma que nas três esferas haja uma articulação que promova a construção de um regime de colaboração, definindo com clareza as responsabilidades de cada ente federativo. Será, assim, um ano de mobilização e de intensos debates no setor. E coincide com a recente oxigenação municipal, em decorrência das últimas eleições, tanto para o Executivo como para o Legislativo.

Os prefeitos recém-empossados e seus secretários de Educação terão grandes desafios pela frente, a começar pela universalização da pré-escola, que cobre a faixa etária de 4 e 5 anos, até 2016; ou seja, exatamente o período que abarca o mandato. Isso decorre da Emenda Constitucional nº 59, de 2009. Ainda na educação infantil, as matrículas em creche, de acordo com o novo PNE, deverão mais do que dobrar nos próximos anos. É importante lembrar que essa etapa de formação da criança — até 5 anos de idade — tem papel decisivo para o seu desenvolvimento futuro. Por exemplo: de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), crianças que tiveram uma boa pré-escola têm 38% mais chances de concluir a educação básica do que as que começaram a vida educacional pelo ensino fundamental.

Outro desafio para os novos prefeitos é melhorar a qualidade do ensino fundamental, o que se refletirá no nível da aprendizagem escolar. Para isso, é preciso oferecer escolas bem equipadas, professores bem formados e valorizados, ensino em tempo integral e merenda de boa qualidade. Esse conjunto de ações exige que o investimento em educação seja bem aplicado; ou seja, gastar corretamente, do ponto de vista contábil, não é nenhum mérito, é obrigação. Mérito é investir com eficácia e efetividade. E a sociedade civil está cada vez mais atenta a essa questão. Assim, espera-se que a Lei de Responsabilidade Educacional seja aprovada ainda este ano, e que iniciativas como a do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, que avalia o mérito dessa aplicação além da questão contábil, se estendam aos demais TCEs.

Em 2013, o Ministério da Educação (MEC), em colaboração com estados e municípios, deverá colocar em prática o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), de forma a assegurar que todas as crianças brasileiras estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade. Desenhado de forma competente em 2012, espera-se agora igual competência para colocá-lo em prática. Não é tarefa simples num país de tamanho continental e de tantas desigualdades sociais como o Brasil.

Espera-se também do MEC que enfrente de vez dois grandes desafios da educação brasileira: a formação docente e o ensino médio — que se encontra estagnado em níveis de aprendizagem muito baixos. Isso vai exigir uma colaboração efetiva entre os governos, nas esferas federal e estadual, e as universidades. As licenciaturas, que se dedicam à educação básica nas universidades, precisam ser mais valorizadas no âmbito das políticas de avaliação do ensino superior e também dialogar mais com o dia a dia das escolas.

Naturalmente, para que tudo isso ocorra, é preciso investir mais em educação. O ano de 2012 foi marcado por uma luta intensa no Congresso para que, nos próximos 10 anos, 10% do PIB sejam destinados à educação. A presidente Dilma, em campanha, prometeu chegar aos 7% em 2014, e isso não será fácil, em função do cenário econômico mundial, mas é preciso persistir. O ano de 2013 já está em curso com ótima oportunidade para alavancar de vez a prioridade do país pela educação, o único vetor capaz de alinhar desenvolvimento econômico com o social.
*Professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é membro do Conselho de Governança do Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação

domingo, 30 de setembro de 2012

Um abismo digital em sala de aula

Via Portal Nassif.

40% dos professores não usam web na escola

Por Vinicius Carioca
Grasielle Castro e Amanda Almeida - Correio Braziliense
Pesquisa mostra que três em cada quatro adolescentes navegam na internet. Mas 40% dizem que professores não usam a web na escola.
Nascidos na era da tecnologia, as crianças e os adolescentes estão ligados nas novidades e funcionalidades das quatro principais telas que os cercam: da televisão, do telefone celular, do computador e do videogame. Tudo conectado em tempo real pela internet e que faz parte da rotina de uma garotada que já não consegue, sequer, desligar o telefone durante a aula. Mesmo sem ter computador em casa, 75% dos adolescentes com idade entre 10 e 18 anos, navegam na internet. Entre as crianças de 6 a 9 anos, o índice é 47%. Quando se trata de educação, 40% dos jovens dizem que os professores não usam a internet em sala de aula. Para especialistas, existe uma lacuna que precisa ser preenchida por educadores e alunos.
Esses números, apurados pela pesquisa Gerações Interativas Brasil - Crianças e Jovens diante das Telas, feita pela Fundação Telefônica Vivo (ligada à operadora de telefonia), e divulgada ontem, soam como um alerta, segundo a especialista em inclusão digital e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Amaralina Miranda de Souza. Ela explica que o resultado reflete uma mudança de mentalidade de uma geração para outra, provocada pelos avanços da tecnologia. Mas ressalva que os passos estão lentos. "Fica claro que existe a necessidade de formar professores capacitados para usar esses instrumentos", frisa.
Apesar de lembrar que a maioria dos docentes não teve esse tipo de formação, Amaralina reforça que esse tema deve ser introduzido na agenda diária como um grande aliado da educação, capaz de atender melhor às necessidades dos estudantes. Alguns só se desconectam quando estão dentro da sala de aula, como a estudante Mariana de Oliveira, de 14 anos. Com o celular na mão, ela passa o dia conectada nas redes sociais. "Na escola, só ligo no intervalo", garante a menina. A mãe, Elyene Alves, 40, diz que dá orientações à filha sobre os perigos da internet e como se relacionar com estranhos. Ela diz que, às vezes, é necessário "puxar a orelha" da filha: "Tem dia que a busco no colégio e ela fica mexendo no celular por todo o caminho. Tenho que avisar: 'olha, estou aqui'".
Diferenças regionais - Entre os adolescentes, 53% usam a internet para estudar e fazer a lição de casa e 72% acessam esse conteúdo de casa. Embora a estatística seja nacional, existem diferenças entre as regiões. Coordenadora científica do projeto Escola do Futuro e professora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Brasilina Passarelli aponta essa discrepância como mais um fator que interfere no uso da internet nas salas de aula. "A infraestrutura das regiões Norte e Nordeste não são equivalentes à do Sudeste e Centro-Oeste. Essa é outra barreira a ser ultrapassada". A pesquisa mostrou que, embora o número de conectados seja alto, 70,4% das crianças da Região Sudeste têm computador em casa, enquanto no Nordeste esse índice cai para 21,2%.
A aposta do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para reverter esse quadro é o lançamento de um plano de universalização da banda larga. "Com conexão wi-fi, mesmo sem ter um pacote de dados no celular, (o usuário) poderá ter acesso à internet", diz. Outra aposta do governo federal é a compra de tablets (computadores em forma de prancheta) para professores que, segundo o ministro, vai estimular o uso da plataforma como instrumento de ensino.
O presidente da operadora Telefônica, Antonio Carlos Valente, lembra que os tablets não foram incluídos na análise porque foram lançados no ano em que a pesquisa foi iniciada. O levantamento, apurado entre 2010 e 2011, ouviu 1.948 crianças e 2.271 jovens de escolas públicas e particulares de zonas urbanas e rurais de todas as regiões do País.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estado de greve continua. Mais de 1.800 trabalhadores da educação sinalizaram greve no início de 2013, caso governo não implante 1/3 de hora-atividade

Do Portal da APP Sindicato


18/9/2012

Assembleia mantém estado de greve e aprova calendário de luta

Mais de 1.800 trabalhadores da educação sinalizaram greve no início de 2013, caso governo não implante 1/3 de hora-atividade

No dia da paralisação estadual, assembleia da categoria, hoje (18), em Curitiba, reuniu mais de 1.800 sindicalizados e deliberou pela manutenção do estado de greve, aprovada na assembleia de 30 de agosto, e aprovou o calendário de mobilizações para cobrar do governo as pautas dos professores e funcionários. A categoria aguarda o envio da mensagem legislativa da readequação do Plano de Carreira dos Funcionários à Assembleia Legislativa e o pagamento das promoções e progressões atrasadas até o dia 30 de setembro.
Ficou definido que caberá à Direção Estadual o chamamento de nova assembleia, em caso de interrupção no atendimento das demandas da categoria. Para o início de 2013, o indicativo é de greve, caso o governo não cumpra a promessa de fazer os suprimentos das vagas já com um 1/3 de hora-atividade para os professores. Além disto, a categoria mobilizada reafirmou sua disposição pelo enfrentamento permanente pela pauta pedagógica, negando toda forma de desmonte educacional.
A assembleia referendou as decisões do Conselho da Entidade, reunido no sábado em Curitiba, que, além da continuidade do estado de greve, havia discutido e aprovado o acompanhamento da tramitação da lei da readequação do Plano de Carreira dos Funcionários na Assembleia Legislativa, o que, caso não aconteça, vai ensejar duas mobilizações - no dia 9 de outubro, nas escolas, com debates dos educadores com os alunos e comunidade sobre a importância do trabalho dos funcionários da educação, e outra no dia 17, nos Núcleos Regionais de Educação.

Salão lotado - A assembleia lotou o salão da Sociedade Morgenau e requereu esforço dos companheiros para acomodar o grande número de participantes, entre os quais não filiados admitidos na condição de observadores. A assembleia foi suspensa por alguns instantes para que os educadores, que aguardavam na parte de fora, pudessem fazer o credenciamento e participar das discussões. Ontem, a Secretaria de Educação anunciou que a ausência do trabalho hoje seria computada como falta; a APP reagiu solicitando que a falta não seja consignada até que se discuta o tema em uma próxima reunião com o governo.
Segundo a presidenta da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, o sucesso foi total na construção da unidade. "Saímos com uma pauta muito unificada, um consenso geral de continuidade do estado de greve, intensificar a nossa luta, construir os próximos passos, de que temos de convocar assembleia assim que for necessário, mas agora é o momento de toda a nossa categoria se voltar para a escola", disse a presidenta, referindo-se à necessidade de a categoria construir unidade na luta também nos locais de trabalho.

Outubro de luta - Outras iniciativas já estão definidas, segundo o calendário aprovado em Assembleia, como o ato público em conjunto do Fórum Estadual das Entidades Sindicais dos Servidores, no dia 23 de outubro, no Centro Cívico em Curitiba, tendo como bandeiras o novo modelo de saúde e novo plano de custeio da Paranaprevidência.
Ainda a categoria vai promover uma campanha ao longo de outubro, marcado para ser o Mês de Valorização 

Profissional, com debates e exibição de vídeos para funcionários de escola e professores. Estão previstos ainda seminários macrorregionais de diretores e pedagogos, bem como reuniões dos Coletivos de Funcionários Estadual e Regionais.

Informes - Antes das deliberações, os trabalhadores da educação puderam ter conhecimento da última etapa de negociação, realizada ontem, entre APP e governo. A presidenta do sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, relatou os problemas enfrentados na negociação com relação aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre despesa com pessoal e da iniciativa da APP em buscar no Tribunal de Contas formas de mitigar as restrições da lei, o que permitiria maiores avanços para os trabalhadores. Para isso, a assembleia deliberou pelo acompanhamento da votação desta matéria no Tribunal de Contas.
A presidenta ainda informou dos avanços na discussão sobre o novo concurso do magistério, que ficará a cargo da Secretaria de Educação e da Secretaria de Administração, mas que ainda não tem definida a instituição que o levará a efeito. Cinco instituições participam da licitação por carta convite e em 15 dias deve ser definida a vencedora. A partir daí haverá o cronograma; a Seed, porém, estima que apenas a primeira etapa, a prova escrita, será realizada este ano; a prova didática, que não terá mais caráter eliminatório, mas contará com nota mínima para corte, deve ser realizada em 2013. Uma grande conquista da APP foi a eliminação da prova psicológica, inicialmente proposta pela Seed. No início das aulas, diante da carência de docentes, o suprimento será feito com PSS.
Ontem, saiu o edital do PDE 2013, no qual se encontram propostas acolhidas pelo governo com relação ao tempo de serviço completo e cursos. Não foi admitida, contudo, a liberação total das aulas extraordinárias, tema que voltará ao debate com o governo.

Remoção de funcionários - Outra conquista importante anunciada pela professora Marlei foi o inédito concurso de remoção para funcionários de escola, que acontece pela primeira vez, agora no mês de novembro, logo depois do concurso de remoção de professores, de outubro. Já o cargo de 40 horas continua sob questionamentos do Ministério Público. O debate, porém, prossegue, e a APP vai a um novo debate com o procurador-geral, Gilberto Giacoia.

Piso - Conforme já definido na reunião do Conselho, foram definidas ações de integração da APP nos debates nacionais da regulamentação da carreira docente e o acompanhamento da tramitação da ação direta de constitucionalidade na qual seis governadores contestam o critério de correção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Para isso serão confeccionados e distribuídos cartazes denunciando os "Traidores da Educação". A assembleia também aprovou o acompanhamento do debate e votação do Plano Nacional da Educação (PNE) no Senado Federal.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aprovado 'estado de greve' até 18 de setembro

Do Portal da APP Sindicato


30/8/2012

Categoria aprova "estado de greve" até dia 18

Governo pediu até dia 17 para Lei do Piso e setembro para outros pagamentos. Dia 18 está marcada nova assembleia e paralisação.

Mais de 2.500 educadores e educadoras realizaram assembleia histórica na tarde de hoje na sede do Paraná Clube em Curitiba. O mês de setembro será de intensa mobilização a fim de pressionar o governo para que cumpra os compromissos assumidos na reunião de hoje
. A APP realizará visitas às escolas, produção de materiais, faixas e jornais especiais. Após muitos debates, o seguinte calendário de mobilização foi aprovado:

Dia 5 - Ato em Curitiba na boca maldita e em todas regionais referente à VI Marcha Nacional Pela Educação, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Dia 18 - assembleia extraordinária e paralisação estadual

O reajuste do magistério foi aprovado ontem pela Assembleia Legislativa (Alep) e já sancionado. O governo se comprometeu a fazer uma folha complementar até o dia 17.

Em setembro, deve ser encaminhado o plano de carreira dos funcionários para a Alep, já incluindo reajuste de 3,54% ou R$ 100 no auxílio transporte. O novo plano de carreira dos professores será enviado em outubro.

Também se comprometeu a no próximo mês a implementar as promoções e progressões, com os atrasados do PDE. 

Todas as quintas-feiras, as escolas devem mandar representantes para o Tribunal de Contas para pressionar a aprovação das mudanças nos critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal, a fim de abrir margem fiscal para as negociações.

A hora-atividade está prevista para o início do ano letivo. Na assembleia definiu-se que em dezembro, durante a distribuição da aulas, se esse direito não for garantido, a categoria entra o próximo ano em greve.

Também foi retirada uma moção de repúdio contra a política de desmonte pedagógico das escolas públicas que está se encaminhando com maior intensidade neste governo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

30 de agosto: Grande mobilização em Cornélio Procópio

Da APP - NS Cornélio Procópio

Mais uma vez, no 30 de agosto, os professores, funcionários de escola, alunos e comunidade tomaram as ruas em todo o Paraná para lembrar esta data histórica para educação de nosso estado. No dia 30 de agosto de 1988 os educadores paranaenses, com total desrespeito, o então governado do Paraná, Álvaro Dias, deu ordens para que a polícia militar impedisse a manifestação dos professores que se encaminhavam ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Ao invés do diálogo, o governador preferiu realizar um covarde ataque contra os professores, sendo lançadas bombas contra os manifestantes e terríveis agressões da polícia militar, jogando os cavalos sobre os educadores e muita violência com pancadas a cassetetes.

Todos os anos são realizados atos públicos por todo o estado e uma passeata em Curitiba que relembra o fatídico dia dia em que Álvaro Dias atacou a manifestação dos professores com bombas e cavalos, em 1988. Porém, neste ano, a data coincide com o prazo dado ao governo para resolver as pautas da categoria. Por isso, além de paralisação e passeata, ocorrerá uma grande assembleia, para que a categoria analise e vote as próximas ações. "Se o governo não resolver além do reajuste dos professores e funcionários e o plano de carreira, nós vamos entrar em estado de greve", adiantou a presidenta Marlei Fernandes de Carvalho.

Em Cornélio Procópio, a manifestação teve a participação maciça dos educadores, funcionários, alunos e comunidade em geral. Reunidos no calçadão da Rua Massud Amin, muitos dos presentes discursaram, fazendo o resgate histórico das lutas da categoria e a importância do ato público, no intuito de sensibilizar a comunidade, o governo e a assembleia legislativa do Paraná sobre a necessidade de se criar e dar melhores condições para educação paranaense.

Veja abaixo as fotos da manifestação:








30 de agosto: Grande manifestação dos professores em Bandeirantes

Do site da Rádio Cabiúna

Professores da rede estadual do Paraná cruzaram os braços nesta quinta-feira (30), e realizaram nas principais cidades do Estado a tradicional mobilização anual da categoria no dia 30 de agosto, data simbólica da categoria, que ficou marcada no ano de 1988, quando o governador Álvaro Dias recebeu os professores com bombas e cavalos em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Em Bandeirantes os professores se reuniram em frente à Praça Brasil Japão e seguiram em passeata pelas ruas centrais da cidade. A representante da diretoria da APP, núcleo de Cornélio Procópio Dorian Gusmão de Oliveira e o professor Leandro, participaram da 2ª edição do jornal Operação Cidade desta quinta-feira (30), falando desta manifestação apesar dos professores terem conquistado nesta semana a aprovação do reajuste em duas parcelas, sendo a primeira retroativa a julho, de 6,66%; e a segunda, de 6,65%, a ser implantada em outubro, a categoria ainda luta por outras importantes reivindicações.


Click aqui e ouça a matéria do repórter Luis Sérgio com a professora Dorian e o professor Leandro

 



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Assista ao vídeo da manifestação em Bandeirantes - PR e veja as também as fotos: