sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ATIVIDADES DA APP-SINDICATO NS-CORNÉLIO

URAÍ
Acontece nesta sexta-feira (27/01) às 14h uma reunião com a comissão de negociação do município de Uraí e com a nova Secretaria municipal de educação Professora Ângela Salgado Zechim. Serão tratados assuntos ainda pendentes referentes ao ano de 2011, inclusive reivindicação das monitoras.

NOVA AMÉRICA DA COLINA
Ainda nesta sexta-feira (27/01), a partir às 16h, será realizada uma reunião com a comissão de negociação do município de Nova América da Colina para estudos do novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração. 
***
Estas reuniões serão conduzidas pela Professora Sidineiva Gonçalves de Lima (Presidente) e as professoras representantes da comissão de negociação dos municípios correspondentes.

RIBEIRÃO DO PINHAL
Ocorreu no dia 26/01, a partir das 9h30min, reunião no município de Ribeirão do Pinhal entre a Comissão de negociação municipal (juntamente com a APP-Sindicato) e Secretaria de educação, que objetivou finalizar o Plano de Cargos.
Estiveram presentes: pela APP-Sindicato a Professora Sidineiva Gonçalves de Lima (Presidente);  pela comissão municipal as Professoras Adriana Márcia Flores, Glória de Fátima Pereira, Sandra M. P. Santos, Regiane A. B. S. Carvalho e o Professor Jorge Tadeu dos Santos; pela secretaria municipal participaram Reginaldo Terra (secretário) e as coordenadoras pedagógicas as Professoras Terezinha Campos e Marta. Foram discutidos alguns pontos sobre o texto, que foram acolhidos pela comissão e que serão enviados para o executivo do município e para a direção da APP-Sindicato para avalição. Estamos na reta final para a aprovação do PCCR deste município, após alguns anos de negociação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova nomeação de professores

Do Portal da APP-Sindicato

25/1/2012

Assinado decreto de nomeação de 9.516 professores

Nomeação é resultado da luta da categoria, através da APP, que conseguiu ampliar validade e o número de vagas do concurso de 2007
O decreto de nomeação dos mais de 9.500 professores aprovados no concurso de 2007 para o magistério estadual foi assinado na manhã desta quarta-feira (25). Caso a assinatura não ocorresse nesta data, os nomeados só receberiam seus salários em março. Agora, o grupo deve estar atento a publicação do cronograma de assinatura do termo de posse. Ela ocorrerá nos Núcleos Regionais de Educação (NREs). 

A nomeação destes educadores é resultado de uma longa negociação mantida entre APP-Sindicato e o Poder Executivo, e que começou com a conquista do certame em 2006, ainda na gestão do anterior governo estadual. Em 2010, a entidade conseguiu prorrogar a validade do concurso por mais dois anos. Em 2011, a vitória foi a importante conquista da ampliação de vagas: foram mais 11.380.

Nas próximas semanas o governo deverá fazer um balanço das vagas que não foram ocupadas. Em seguida, o Estado publicará novos editais de chamamento para a realização de exames médicos daqueles aprovados no concurso, seguindo a lista de classificação. A 
APP-Sindicato continuará acompanhando todas estas etapas.

Leia também:
:: Concurso de 2007: sai resultado da avaliação médica
:: Edital nº 121/2011 
:: Anexo I - Aptos 
:: Anexo II - Ausentes 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PROUNI: A "DESELITIZAÇÃO" DA UNIVERSIDADE

Da Rede Brasil Atual

Dilma defende Enem como “deselitização” da universidade



Dilma defende Enem como “deselitização” da universidade
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff aproveitou cerimônia nesta segunda-feira (23) ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, para reagir às críticas feitas nos últimos meses ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“Quero fazer a defesa do Enem como a forma mais democrática de acesso dos jovens brasileiros ao ensino universitário”, afirmou Dilma, durante cerimônia pela concessão de um milhão de bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni). O ato transformou-se em uma despedida antecipada de Haddad, que deixa Brasília nesta terça-feira (24) para ser o candidato do PT à prefeitura de São Paulo. 
“Acredito que o Enem é o exemplo da determinação do ministro Fernando Haddad no sentido de assegurar uma transformação e uma deselitização do ensino universitário no Brasil.” Dilma também fez questão de lembrar da mudança no foco da educação iniciada no governo Lula, deixando de enxergar cada nível como separado dos demais e apostando na valorização de todos os ciclos. “Hoje achamos óbvio (...). Teve uma época que esse foi o tema da discussão e isso explica por que nossas universidades foram sucateadas.”
Mais tarde, em conversa com jornalistas, Dilma informou que a ideia é que duas edições do Enem sejam realizadas em 2013. O cancelamento da prova em abril deste ano foi o último motivo para críticas ao trabalho de Haddad. O ministro culpou a decisão judicial que deu acesso de estudantes a provas do exame realizadas no ano passado pela dificuldade em realizar duas edições já neste ano.
O Enem entrou no centro das críticas desde que teve alterado seu objetivo, deixando de ser um instrumento para estabelecer uma espécie de ranking de universidades para ser o principal método, em termos numéricos, para o acesso ao ensino superior. A nota do Enem vale para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que dá vagas em universidades federais, e para o ProUni, que distribui bolsas de estudo em instituições privadas. 
Nas últimas semanas, as críticas ganharam força com a confirmação da saída de Haddad para ser candidato em São Paulo. Alguns veículos de comunicação consideram que o fato de ser novato em disputas eleitorais pode ser a grande fraqueza do ministro, apesar de não haver denúncias sobre sua atuação política. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Educação impõe virada de página

Via Portal Nassif

O papel da educação no desenvolvimento brasileiro


Do Correio Braziliense
Correio Braziliense - 19/01/2012
Em uma década, o Brasil dobrou o número de alunos matriculados em cursos superiores. Mas o contingente atual, de 6,4 milhões, ainda representa apenas 15% da população com idade entre 18 e 24 anos. As evidências são de que urge acelerar o aumento da escolaridade. E não há tempo a perder: em três anos, o país deverá alcançar o posto de quinta potência econômica mundial — chegar lá com nível educacional tão atrasado será, mais do que vergonhoso, comprometedor para a sustentabilidade do desenvolvimento nacional.
O avanço dos últimos anos se deveu à mudança de enfoque na política de governo, com a educação passando a ser vista como eficaz meio de crescimento, e também à melhoria de vida das pessoas. Superadas décadas de crise, com estagnação, hiperinflação e altas taxas de desemprego, o cidadão não só foi às compras: para melhorar a renda, investiu no próprio aprendizado, suprindo parte da deficiência do Estado. O resultado do dever de casa cumprido é promissor. Estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que, a cada ano de estudo adquirido, o brasileiro engorda o salário em cerca de 15%.
p>A equação igualmente vale para o Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país. O PIB cresce até 7% a cada ano de escolaridade somado pela população, graças à ascensão social e à melhoria das condições de investimento, inclusive em novas tecnologias. A questão é que tantas vantagens ainda são insuficientes para motivar as autoridades a promover a revolução educacional necessária. Lançado no ano passado, o Plano Nacional de Educação (PNE) é desanimadoramente tímido: prevê chegar a 2020 com pouco mais de um terço (33%) dos jovens de 18 a 24 anos na faculdade.
Pior que a realidade quantitativa é a qualitativa. Levantamento da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, equipara a produtividade do nosso trabalhador à que os japoneses tinham em 1964, perto de meio século atrás. A tragédia é simples de entender: 90% dos estudantes brasileiros não têm conhecimentos mínimos de matemática e a 62% falta habilidade para ler textos longos. Com a crise lá fora e a proximidade do pleno emprego aqui dentro, a atração de mão de obra, ou seja, a concorrência estrangeira no mercado de trabalho, passa a ser risco extra para o brasileiro. A conjuntura já leva o setor privado a investir em qualificação, mas mesmo esse esforço é incipiente.
Desde domingo, o panorama crítico da educação nacional vem sendo rigorosamente traçado nas páginas do Correio. A série de reportagens chega hoje ao fim, compondo o complexo retrato do desafio imposto ao país. Até cumprir a exigência do Ministério da Educação (MEC) de que universidades e centros universitários tenham pelo menos um terço do quadro de professores formado por mestres ou doutores está difícil de atender. Afinal, só temos 1,4 doutor para cada mil habitantes, ao passo que mais de 60% da população estão enquadrados na categoria de analfabetos funcionais. Para completar, a sexta maior economia do planeta é a 47ª em inovação. Ou viramos essa página, ou seremos nós a ficar para trás.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Justiça do Paraná deveria determinar a mesma coisa

Por Zé Augusto


Justiça dá 72 horas para governador tucano de SP cumprir jornada do piso

Lei garante que 33% da jornada dos professores sejam utilizados para atividades extraclasse

O juiz da 3.ª Vara da Fazenda determinou nesta quarta-feira, 18, que a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo cumpra em 72 horas a liminar concedida ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), em novembro, exigindo que o governo aplique a jornada da Lei do Piso (Lei 11738/2008).

A lei garante que 33% da jornada sejam utilizados para atividades como correção de provas, preparação de aulas, formação profissional e outras atividades. A partir de agora, não cabe mais recurso por parte do governo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Em audiência ministro da educação afirma que a correção do valor do piso salarial profissional nacional do magistério seguirá a lógica da Lei 11.738

DO PORTAL DA CNTE
Haddad afirma que reajuste do Piso seguirá Lei Federal

Porém, novo valor só será anunciado em meados de fevereiro
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O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ao presidente da CNTE, em audiência nesta manhã do dia 12, que a correção do valor do piso salarial profissional nacional do magistério seguirá a lógica da Lei 11.738, porém, que por decisão de Governo, o reajuste só será anunciado em meados de fevereiro, a exemplo do que ocorreu em 2011.

A CNTE tem pressionado o MEC a fazer o anúncio do reajuste do PSPN, uma vez que a Lei do Piso define o mês de janeiro como base para incidência do novo valor.
Desde 2010, o Ministério da Educação assumiu o compromisso de anunciar valores a serem seguidos pelos entes federados como forma de unificar o percentual e o valor de referência nacional, não obstante o critério de reajuste da Lei ser autoaplicável.

Vale lembrar, sobre a questão do valor do PSPN, que a CNTE não concorda com a fórmula de reajuste empregada pelo MEC, pois a mesma atrasa em um ano a atualização real do Piso. Contudo, a sistemática mantém relação com o custo aluno do Fundeb, conforme determina a Lei 11.738, devendo ser assegurado para o ano de 2012 um percentual de 22,22%. Outra questão que diferencia os valores defendidos pela CNTE dos anunciados pelo MEC, diz respeito à primeira incidência do reajuste, que para os trabalhadores refere-se ao ano de 2009, e para o MEC o de 2010.

Diante das controversas sobre o valor do Piso, em 2012, o valor defendido pela CNTE é de R$ 1.937,26 contra R$ 1.450,75 que o MEC deverá anunciar em fevereiro próximo.

Conforme temos acompanhado na mídia, a pressão de governadores e prefeitos contra o percentual de reajuste de 22,22% é grande, razão pela qual a categoria deve manter-se mobilizada para fazer valer esse direito retroativo ao mês de janeiro. A CNTE também acompanhará com atenção os trabalhos no Congresso Nacional, a fim de evitar qualquer outra manobra que atente contra a fórmula de reajuste definida na Lei 11.738.

A luta pela plena e efetiva implantação do Piso é a pauta principal da Greve Nacional da Educação, que ocorrerá de 14 a 16 de março. Os sindicatos filiados também devem aprofundar as estratégias para pressionar os gestores a cumprirem a Lei, ainda que por vias judiciais, em toda sua dimensão. Recentemente, a Apeoesp/SP garantiu, em decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, o cumprimento imediato da jornada com no mínimo 1/3 de hora-atividade para todos os integrantes do magistério público estadual. A decisão é uma importante jurisprudência para outras ações em níveis estadual e municipal. (CNTE, 12/01/12)

Confira, abaixo, os históricos de reajuste do valor do piso.

PSPN/CNTE
AnoValor
 Reajuste
 2008    R$ 950,00-
2009R$ 1.132,40  19,2%
2010R$ 1.312,85      15,93%
2011R$ 1.597,8721,71%
2012R$ 1.937,2621,75%
PSPN/MEC
AnoValor Reajuste
2008    R$ 950,00-
2009R$ 950,00 0%
2010R$ 1.024,67    7,86%
2011R$ 1.187,0015,84%
2012R$ 1.450,7522,22%*
* Percentual a ser confirmado pelo MEC. 

Educação do futuro e futuro da educação

Via portal nassif

Vantagens e desvantagens da educação à distância

Por Erik M
Do Correio Braziliense
Educação do futuro e futuro da educação
Autor(es): Jorge Werthein
Correio Braziliense - 14/01/2012
Doutor em educação pela Universidade Stanford (EUA), foi representante da Unesco no Brasil (http://jorgewerthein.blogspot.com)
Escolas em diversos países, entre eles o Brasil, se adaptam aos novos tempos e, por novos tempos, entenda-se, em muitos casos, a adoção de novas tecnologias na educação. Computadores e programas aparecem como alternativas inovadoras aos tradicionais quadros-negros e livros impressos. Notebooks, tablets, lousas eletrônicas, associados a vídeos, jogos interativos, podcasts seduzem gestores, educadores, estudantes. No ensino a distância, os novos recursos parecem ainda mais promissores. A educação do futuro bate à porta das escolas e, com ela, indagações sobre o futuro da educação.
Afinal, como se sabe, educar em consonância com a atualidade não se limita a oferecer, em sala de aula, o que há de mais moderno em tecnologia da informação e da comunicação. É o caso, portanto, de discutir o que esperar dessa tecnologia. Ela, de fato, beneficia o processo de ensino e aprendizagem? Como? Quanto? O debate está em curso há anos, mas permanece inconclusivo. Enquanto isso, mundo afora, hardware e software diversos disputam a atenção (e os recursos financeiros) de instituições educacionais do nível fundamental ao superior.
Como em todo debate, há prós e contras em cena. Entre os benefícios, pode-se destacar, por exemplo, a economia dos cursos on-line. Eles exigem menos mão de obra (especialmente em médio e longo prazo), dispensam locomoção e vários procedimentos logísticos, dispõem de recursos audiovisuais mais sofisticados, ampliam opções de cursos (ainda que alguns ainda não possam abdicar de aulas presenciais) sem que, para isso, sejam necessários elevados recursos financeiros. Basta imaginar os custos de construção e manutenção de um prédio e tem-se uma ideia da economia que representam aulas virtuais.
Essa incrementada educação a distância também parece ser a alternativa natural para milhões de potenciais alunos que não dispõem de tempo, recursos financeiros e preparo suficiente para disputar vaga nas instituições de ensino superior. Mas esses e outros benefícios não bastam para aplacar a desconfiança em relação a possíveis riscos da formação virtual, seja ela total ou parcialmente presencial. Nessa tecla, têm batido educadores de todo o mundo, que ainda têm dúvidas sobre a eficiência de máquinas para educar pessoas.
As dúvidas procedem. Entre os diversos estudos existentes sobre o tema, há um recém-divulgado pelo Centro Nacional de Política Educacional, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, segundo o qual 27% das escolas virtuais estadunidenses obtiveram "progresso anual adequado", o padrão federal que mede os avanços educacionais no país. Quase 52% das escolas particulares tradicionais alcançaram esse padrão, porcentagem comparável à de todas as escolas públicas norte-americanas.
Por outro lado, parece evidente a atração dos recursos tecnológicos sobre crianças e jovens. Nesse aspecto, não se pode negar a relevância desses recursos. Para alguns professores, a ampliação de opções de material pedagógico também é bem-vinda. O desafio está em identificar os possíveis limites para a utilização de alta tecnologia na educação e o conteúdo mais apropriado para a formação escolar nesse contexto. Até que ponto computadores podem substituir professores? Quem e o que deve abastecer essas novas "máquinas educativas"?
A resposta a questões como essas não está apenas na economia. Está na educação, antes de tudo. A tecnologia pode ser poderosa aliada da educação desde que promova a transmissão de conteúdo de elevada qualidade e não substitua por completo a interação humana. De que valem sofisticados gadgets conectados a uma rede mundial inundada de informação se não houver pessoas que, por trás e diante deles, selecionem habilmente o que pode ser útil para uma formação de alto nível e promovam o debate sobre tudo o que se vê, ouve e lê?